UEA 2018 — Questão 34 · Leitura e interpretação de texto
Leitura e interpretação de texto
UEA Macro 2018 · Português
Um dos aspectos mais óbvios de nossa realidade - amplamente difundido em todo o mundo contemporâneo - é a divisão do tempo de cada um numa parte dedicada ao trabalho e noutra dedicada ao lazer. Mas essa realidade atual, por mais evidente que seja para nós, não deveria nos levar à crença enganosa de que terá sido sempre assim: a divisão entre tempo de trabalho e tempo livre - inexistente na Idade Média e no período que a sucedeu imediatamente - se consolidou apenas com o amadurecimento do modo de produção capitalista, isto é, após a chamada Revolução Industrial, que eliminou o trabalho produtivo realizado nas próprias casas dos trabalhadores (quase sempre com o auxílio de suas famílias), limitando as atividades à grande indústria: um estabelecimento exclusivamente dedicado à produção por meio de maquinário pesado, concentrando massas de operários em turnos de trabalhos previamente estabelecidos.
Na Idade Média, por um lado, a aristocracia, mesmo não tendo necessidade de se dedicar a qualquer trabalho produtivo, reservava para si atividades que, não obstante seu caráter socialmente obrigatório, eram também consideradas prazerosas. Os bailes e jantares, as festas e os concertos, as caçadas e a frequência às óperas eram parte integrante da vida cortesã e nobre.
Por outro lado, o horizonte vital das classes servis - e possivelmente também da burguesia em sua fase inicial - era dado pelo trabalho de sol a sol, com pouquíssimo tempo que extrapolasse a produção material. Esse exíguo período antes do sono preparador para a próxima jornada de trabalho, embora não deva ser entendido como tempo de lazer no sentido moderno do termo, provavelmente constituía o momento coletivo de se cantar e narrar, tempo que servia, ao mesmo tempo, como pretexto e elemento aglutinador para a comida e a bebida em comum.
(Indústria cultural: uma introdução, 2010.)
Segundo o texto, na Idade Média,
Na Idade Média, por um lado, a aristocracia, mesmo não tendo necessidade de se dedicar a qualquer trabalho produtivo, reservava para si atividades que, não obstante seu caráter socialmente obrigatório, eram também consideradas prazerosas. Os bailes e jantares, as festas e os concertos, as caçadas e a frequência às óperas eram parte integrante da vida cortesã e nobre.
Por outro lado, o horizonte vital das classes servis - e possivelmente também da burguesia em sua fase inicial - era dado pelo trabalho de sol a sol, com pouquíssimo tempo que extrapolasse a produção material. Esse exíguo período antes do sono preparador para a próxima jornada de trabalho, embora não deva ser entendido como tempo de lazer no sentido moderno do termo, provavelmente constituía o momento coletivo de se cantar e narrar, tempo que servia, ao mesmo tempo, como pretexto e elemento aglutinador para a comida e a bebida em comum.
(Indústria cultural: uma introdução, 2010.)
Segundo o texto, na Idade Média,
Alternativas
- Ao trabalho produtivo exercido pela aristocracia constituía, ainda que se tratasse de exigência social, também uma fonte de prazer.
- Ba separação entre os tempos dedicados ao prazer e ao trabalho era mais nítida do que é hoje.
- Co tempo dedicado ao trabalho pelas classes servis era, também, parte de seu tempo de diversão.
- Dalgumas das atividades da aristocracia eram, ao mesmo tempo, parte de uma exigência social e fonte de satisfação pessoal.
- Eo tempo dedicado ao prazer pelas classes servis estava limitado a horários reservados especificamente para esse fim.
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Fonte: UEA Macro 2018 · Consultar referência