UFSC 2026 — Questão 3 · Língua Portuguesa

Língua Portuguesa

UFSC · Português

Leia o texto 2 para responder às questões 3 e 4.

 

Texto 2

 

01   Punir quem matou orelha é civilização, mas linchar é endossar a barbárie

 

02   Alerta de spoiler: dá nojo o que fizeram com o Orelha. Mas dá calafrio ver gente pedindo “olho

03   por olho, dente por dente”.

 

04   A inominável tortura do Orelha, um doguinho que era mascote da comunidade da praia Brava, em

05   Florianópolis, é um daqueles casos que colocam à prova nossa humanidade por duas razões.

06   Primeiro, a violência brutal cometida por adolescentes com o esforço de adultos influentes para

07   acobertar o crime. E, segundo, a quantidade de pessoas nas redes pedindo sequestro, tortura e

08   morte dos investigados.

 

09   Indignação é necessária. Justiça, u. Mas justiça, não justiçamento – a lógica

10   miliciana em que o devido processo legal vira detalhe e a lei do mais forte assume o comando.

11    Punir quem torturou o Orelha (e quem tentou protegê-los com ameaça, influência ou carteira da

12   OAB) é obrigação do Estado. Transformar a barbárie em espetáculo de linchamento só nos torna

13   parecidos com aquilo que dizemos condenar.

 

14   Punir, sim. Linchar, não. Porque, quando isso acontece, o Estado de direito se torna o alvo. Leia

15   a íntegra do texto na minha coluna no UOL, link na bio.

 

SAKAMOTO, Leonardo. Punir quem matou orelha é civilização, mas linchar é endossar a barbárie. Instagram, @leosakamoto, 27 jan. 2026. Disponível em:

https://www.instagram.com/p/DUB0NHuFHQZ/?igsh=d29ibmU2cGk0YWdy.

Assinale a alternativa correta em relação ao texto 2.

Alternativas

  1. A

    A expressão “olho por olho, dente por dente” (linhas 02-03), neste contexto, significa que a pena deve ter a mesma proporção do dano causado para que não haja violência e vingança.

  2. B

    O objetivo principal do texto é argumentar a favor de uma punição severa aos torturadores do cão Orelha, de modo que a sociedade se sinta vingada.

  3. C

    Para defender a tese de que o caso Orelha coloca à prova nossa humanidade, o autor levanta dois argumentos, os quais estão explicitados entre as linhas 06 e 08.

  4. D

    O texto 2 é um texto curto (post do Instagram) e, por isso, não é possível inferir a opinião defendida pelo autor.

  5. E

    Pode-se inferir que o autor do post não se sensibilizou com a tortura do cão Orelha, uma vez que ele se refere à reação das pessoas nas redes sociais diante do caso como barbárie.

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Fonte: UFSC

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