UFU 2025 — Questão 7 · Análise das estruturas linguísticas do texto

Análise das estruturas linguísticas do texto

UFU · Português

Lá se vão 16 anos desde que o paper fundador do Bitcoin foi publicado. Desde então, milhares de empreendedores e entusiastas da tecnologia pregaram um mundo novo na nossa relação com o dinheiro. Não colou. Como dinheiro, o Bitcoin e suas cripto irmãs até hoje ocupam quase que exclusivamente os subterrâneos da economia global. E quando você quer fazer pagamentos, continua a usar dinheiro de verdade – reais, dólares, euros.

A segunda onda previu uma revolução completa no mundo dos investimentos, na qual as redes de blockchain, capazes de garantir a segurança das transações de forma simples, iriam eliminar intermediários e transformar o mercado financeiro por completo.

Essa segunda aposta também não pegou – e tem como exemplo mais simbólico um prejuízo de 255 milhões de dólares australianos (R$ 830 milhões) da bolsa da Austrália, a mais ambiciosa em apostar na transição dos sistemas centralizados para o uso de blockchain. O projeto fracassou e o sistema tradicional continua em operação.

Só que após a coleção de promessas fracassadas e muito dinheiro perdido nessas apostas, a tecnologia que serve de base para o funcionamento das criptomoedas começa a mostrar que pode, sim, ser uma ferramenta para aperfeiçoar a maneira com a qual empresas captam dinheiro – e com a qual pessoas investem.


Disponível em: https://vocesa.abril.com.br/economia/entenda-de-uma-vez-a-tokenizacao-de-investimentos/. Acesso em: 29 ago. 2024.


Com base nas diferentes modalidades linguísticas presentes no fragmento acima, o texto

Alternativas

  1. A

    adota uma abordagem técnica e formal, com expressões como “sistemas centralizados” e “eliminar intermediários”, mantendo o foco no público especializado, com pouco espaço para expressões de uso coloquial.

  2. B

    mescla linguagem técnica e coloquial, mas dá ênfase maior às expressões informais, como “não colou”, para reforçar o tom crítico e descontraído, relegando os termos técnicos a um papel secundário.

  3. C

    combina linguagem técnica com expressões mais acessíveis, utilizando termos como “blockchain” e “criptomoedas” ao lado de expressões informais, como “não colou” e “cripto irmãs”, para se comunicar com um público diversificado e não especializado.

  4. D

    mantém uma linguagem predominantemente técnica e especializada, exemplificada por termos como “segurança das transações” e “economia global”, sem recorrer amplamente a expressões acessíveis ao público leigo.

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Fonte: UFU

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