SEDUC PI 2025 — Questão 33 · Hannah Arendt
Hannah Arendt
SEDUC PI · Filosofia
“Há alguns anos, em relato sobre o julgamento de Eichmann em Jerusalém, mencionei a “banalidade do mal”. Não quis, com a expressão, referir-me a teoria ou doutrina de qualquer espécie, mas antes a algo bastante factual, o fenômeno dos atos maus, cometidos em proporções gigantescas – atos cuja raiz não iremos encontrar em uma especial maldade, patologia ou convicção ideológica do agente; sua personalidade destacava-se unicamente por uma extraordinária superficialidade.
(Arendt, H. A dignidade da política: ensaios e conferências. Rio de Janeiro: RelumeDumará, 1993, p. 145)
Para Hannah Arendt, a banalidade do mal é uma noção fundamental no horizonte contemporâneo da filosofia política.
Alternativas
- A
Pensar os totalitarismos é também considerar a contribuição de técnicos burocratas que justificam a realização do seu próprio trabalho, sem considerar o mal a que estão diretamente vinculados.
- B
Trata-se de uma teoria política do mal, mas atitudes pretensamente boas que se revelam, em última instância, na realização do mal.
- C
Em última instância, a reflexão política é, ao mesmo tempo, a confirmação da banalidade do mal.
- D
Apesar disso, no âmbito da filosofia política, todo mal é, por fim, um bem a se realizar.
- E
Mas Arendt não vê indícios da banalidade do mal nas democracias.
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Fonte: SEDUC PI