UFAC 2023 — Questão 3 · Reforma Ortográfica de 2009 (Novo Acordo Ortográfico)
Reforma Ortográfica de 2009 (Novo Acordo Ortográfico)
UFAC · Português
Leia o texto abaixo e responda às questões de 01 a 03
O Fim da Era Fóssil
Acompanhar o debate sobre mudança do clima e energia significa viver sob o signo da ansiedade. Há um abismo a separar o que seria preciso fazer – descarbonizar a economia – e o que os governos fazem e se preparam para fazer a fim de livrar-se da dependência de combustíveis fósseis, como o petróleo.
A necessidade está posta pelo Acordo de Paris, adotado por 195 países em dezembro do ano passado. O tratado diz ser imprescindível conter o aquecimento global abaixo de 2 °C para evitar um desarranjo climático no planeta, que prejudicará, sobretudo, as populações mais pobres com secas, ondas de calor e enchentes.
Alcançar esse objetivo implica eliminar as emissões de gases do efeito estufa por volta do ano 2050. Essa poluição climática decorre principalmente da queima de combustíveis fósseis (carvão mineral, derivados de petróleo e gás natural), que produz dióxido de carbono (CO2), o principal desses gases problemáticos.
Em poucos países o descasamento entre objetivo inescapável e trajetória das políticas é tão flagrante quanto no Brasil. Ao mesmo tempo em que se engajava nas negociações de Paris e adotava metas razoáveis para reduzir emissões, Brasília sempre manteve a fé no pré-sal como alavanca mestra de sua estratégia de desenvolvimento.
Tal opção preferencial pelo fóssil agora perde terreno, mas não porque se reconheça a contradição. Na verdade, as negociatas paralelas é que dilapidaram o potencial de investimento da Petrobras.
Esse capítulo sombrio da história nacional obscureceu um dos avanços mais promissores no rumo da descarbonização: o crescimento das fontes de energia alternativa como a eólica (ventos) e a biomassa (bagaço de cana) na matriz elétrica brasileira.
Só essas duas, sem subsídios, devem terminar este ano com uma participação de 13%. Os avanços tecnológicos e ganhos de escala já as tornaram competitivas, e o mesmo deve ocorrer em breve com a eletricidade de fonte fotovoltaica (painéis solares).
Pode parecer utópico chegar a 1 milhão de telhados com placas em 2020, eletrificar o setor de transportes ou arquivar os planos do pré-sal e de novas usinas hidrelétricas na Amazônia, como propõe o Greenpeace no relatório “Revolução Energética”.
Por outro lado, basear-se só em projeções realistas (ou conservadoras) nunca servirá para aproximar o país do que lhe cabe realizar pelas metas de Paris. Ao contrário. Muitos especialistas dizem que a descarbonização é factível, do ponto de vista físico e tecnológico. Cabe a todos, de ora em diante, demonstrar que ela também é viável, social e economicamente.
LEITE, Marcelo. “O Fim da Era Fóssil”,
Folha de S.Paulo, 26 ago. 2016.
(O artigo “O Fim da Era Fóssil” foi publicado em 26 de
agosto de 2016, na capa de um caderno especial do
jornal Folha de S.Paulo)
Assim como no trecho: “[...] Brasília sempre manteve a fé no pré-sal como alavanca mestra de sua estratégia de desenvolvimento.”, a palavra pré-sal é grafada com hífen, conforme as regras da ortografia oficial do português. Leia as frases abaixo e assinale a alternativa em que há uma palavra que NÃO deve ser grafada com hífen:
Alternativas
- A
De todos os eletrodomésticos, o micro___ondas é um dos mais usados na atualidade.
- B
Há candidatos recém___eleitos que não foram informados ainda sobre todas as regras existentes.
- C
As pessoas têm feito um esforço sobre__humano para enfrentar e resolver seus problemas diários.
- D
Na atualidade, as inter__relações são um tópico de estudo.
- E
Muitos hospitais brasileiros têm problemas de infra__estrutura.
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Fonte: UFAC