INEP 2021 — Questão 67 · Medievalidade Europeia
Medievalidade Europeia
INEP · História
Nem guerras, nem revoltas. Os incêndios eram o mais frequente tormento da vida urbana no Regnum ltalicum. Entre 880 e 1080, as cidades estiveram constantemente entregues ao apetite das chamas. A certa altura, a documentação parece vencer pela insistência do vocabulário, levando até o leitor mais crítico a cogitar que os medievais tinham razão ao tratar aqueles acontecimentos como castigos que antecediam o julgamento final. Como um quinto cavaleiro apocalíptico, o incêndio agia ao feitio da peste ou da fome: vagando mundo afora, retornava de tempos em tempos e expurgava justos e pecadores num tormento derradeiro, como insistiam os textos do século X. O impacto acarretado sobre as relações sociais era imediato e prolongava-se para além da destruição material. As medidas proclamadas pelas autoridades faziam mais do que reparar os danos e reconstruir a paisagem: elas convertiam a devastação em uma ocasião para alterar e expandir não só a topografia urbana, mas as práticas sociais até então vigentes.
RUST, L. D. Uma calamidade insaciável. Rev. Bras. Hist.,
n. 72, maio-ago. 2016 (adaptado).
De acordo com o texto, a catástrofe descrita impactava as sociedades medievais por proporcionar a
Alternativas
- A
correção dos métodos preventivos e das regras sanitárias.
- B
revelação do descaso público e das degradações ambientais.
- C
transformação do imaginário popular e das crenças religiosas.
- D
remodelação dos administrações locais.
- E
reconfiguração dos espaços ocupados e das dinâmicas comunitárias.
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Fonte: INEP