Prefeitura de Campo Grande 2021 — Questão 31 · O poema (poesia)

O poema (poesia)

Prefeitura de Campo Grande · Português

Leia o poema e responda à próxima questão.

 

O livro sobre nada. (Manoel de Barros).

 

É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.

Tudo que não invento é falso.

Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.

Tem mais presença em mim o que me falta.

Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário.

Sou muito preparado de conflitos.

Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.

O meu amanhecer vai ser de noite.

Melhor que nomear é aludir. Verso não precisa dar noção.

O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo.

Meu avesso é mais visível do que um poste.

Sábio é o que adivinha.

Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições.

A inércia é meu ato principal.

Não saio de dentro de mim nem pra pescar.

 

De acordo com a leitura do poema, marque a alternativa incorreta.

Alternativas

  1. A

    O eu lírico escreve sobre a sua relação com o ato de fazer poesia consigo mesmo e com o mundo.

  2. B

    Distante da perfeição, o poeta escreve a partir das coisas diárias, corriqueiras, simples e comuns.

  3. C

    Muito além da lógica, está em jogo a utilização dos sentidos, a beleza, a sonoridade, as imagens que são apresentadas através de seus versos.

  4. D

    O poeta afirma ser mais fácil fazer da tolice uma curtição do que da sensatez.

  5. E

    O eu lírico afirma que só sai de dentro de si, apenas quando vai pescar.

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Fonte: Prefeitura de Campo Grande

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