SEMEC 2019 — Questão 47 · História do Brasil
História do Brasil
SEMEC · História
O corpo escravo se constitui assim como o horizonte fantasmático universal das relações sociais, como se o colonizador tivesse conseguido instaurar sua exploração do corpo da terra como metáfora última das relações sociais. E, de fato, o corpo escravo é onipresente. Os jornais nos falam regularmente da escravatura que ainda existe e que a polícia persegue. E há aquela que a polícia não persegue. Um mal-estar permanente nas classes privilegiadas, com relação às condições de indigência de uma grande parte da população, manifesta o sentimento de que algo, no vínculo empregatício, ainda participe ou possa participar da escravatura.
(CALLIGARIS, Contardo. Hello, Brasil! – psicanálise da estranha civilização brasileira. São Paulo: Três Estrelas, 2017)
O texto conduz o leitor a uma reflexão em torno
Alternativas
- A
da persistência da escravidão como instituição organizadora das relações sociais e, mais especificamente, das relações de trabalho no Brasil
- B
da persistência da escravidão como elemento significante de valores que norteiam formas de relacionamento que se verificam, por exemplo, no mundo do trabalho.
- C
do processo de superação da escravidão como modelo assumido pelas relações sociais em geral e palas relações de trabalho em particular.
- D
da persistência da escravidão como modelo das relações de trabalho em geral, assim como importante significante de outras formas assumidas pelas relações sociais.
- E
do gradual processo de superação da escravidão nas relações de trabalho, assim como nas relações sociais de forma geral.
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Fonte: SEMEC