Prefeitura de Ponta Grossa 2018 — Questão 25 · Inferência Textual
Inferência Textual
Prefeitura de Ponta Grossa · Português
O texto a seguir se relaciona às questões 25 e 26:
NUNCA DESCUIDANDO DO DEVER
Jamais permitiria que seu marido fosse para o trabalho com a roupa mal passada, não dissessem os colegas que era esposa descuidada. Debruçada sobre a tábua com olho vigilante, dava caça às dobras, desfazia pregas, aplainando punhos e peitos, afiando o vinco das calças. E a poder de ferro e goma, envolta em vapores, alcançava o ponto máximo da sua arte ao arrancar dos colarinhos liso brilho de celuloide.
Impecável, transitava o marido pelo tempo. Que, embora respeitando ternos e camisa, começou sub-repticiamente a marcar seu avanço na pele do rosto. Um dia notou a mulher um leve afrouxar-se das pálpebras. Semanas depois percebeu que, no sorriso, franziam-se fundos os cantos dos olhos.
Mas foi só muitos meses mais tarde que a presença de duas fortes pregas descendo dos lados do nariz até a boca tornou-se inegável. Sem nada a dizer, ela esperou a noite. Tendo finalmente certeza de que o homem dormia o mais pesado dos sonos., pegou um paninho úmido e, silenciosa, ligou o ferro.
(Marina Colasanti, In.; Contos de Amor Rasgados, 1986)
Pode-se inferir do texto lido que a mulher vivia debruçada sobre a tábua porque:
Alternativas
- A
sofria de intensas dores na coluna e o único modo de sentir alívio era ficar naquela posição.
- B
aquela era sua posição preferida para picar alimentos antes de prepará-los.
- C
o marido exigia que ela permanecesse ali todos os dias até que todas as marcas desaparecessem das roupas.
- D
sofria de intensas dores na coluna e o marido exigia que ela permanecesse ali todos os dias.
- E
não admitia que seu marido saísse de casa sem estar de maneira impecável.
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Fonte: Prefeitura de Ponta Grossa